Por que desmontar o ataque não basta: a nova lógica da cibersegurança corporativa

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Ana
September 19, 2025
5 min read
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Mesmo desarticulado, o perigo persiste

A recente operação federal que desmontou a botnet Qakbot, usada para fraudes e ataques com ransomware, trouxe um alerta incômodo para empresas e profissionais de GRC: a infraestrutura do cibercrime é modular, resiliente e reaproveitável.

Ainda que ações governamentais consigam eliminar ameaças momentâneas, os criminosos rapidamente reorganizam códigos, ferramentas e redes para seguir operando, muitas vezes com ainda mais sofisticação. O que se destrói em um ataque reaparece em outro, sob nova forma.

 

O risco oculto está na falta de visibilidade

No contexto corporativo, essa lógica exige um novo tipo de preparo. Não basta investir apenas em firewalls ou soluções antivírus. É preciso garantir que os acessos estejam continuamente controlados, que os perfis de usuários reflitam as reais funções, e que a governança de identidade seja auditável e adaptável.

Estruturas mal monitoradas são o terreno ideal para que scripts, credenciais comprometidas e backdoors passem despercebidos. E é assim que as “peças” dos ataques antigos encontram novas brechas, dentro das empresas.

 

Inteligência, automação e rastreabilidade

A atuação da Vennx mostra que, em segurança da informação, o essencial não é apenas conter incidentes, mas impedir sua reincidência silenciosa. Com soluções como o SoD Discovery e o Oráculo, é possível identificar acessos indevidos em tempo real, validar a segregação de funções com base em IA e bloquear vulnerabilidades de forma proativa.

Além disso, o modelo de BPO de Acessos oferece uma estrutura contínua de governança que atua na raiz do problema: quem tem acesso a quê, quando, por que, e com que risco.

 

Segurança não se compra: se opera

Mais do que adquirir ferramentas,é preciso operar a segurança como um processo vivo, integrado ao dia a dia da empresa.

Isso inclui:

  • Gestão contínua de acessos e credenciais;
  • Revisões periódicas automatizadas;
  • Detecção preditiva de riscos baseada em comportamento;
  • Respostas rápidas a sinais de anomalias.

Em um cenário onde o crime digital atua como uma indústria, defesa não pode ser pontual, precisa ser estrutural.

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