O novo SAP FUE: como a mudança no licenciamento pressiona a governança de acessos

By
Ana
October 23, 2025
5 min read
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A adoção do modelo Full Use Equivalent (FUE) transforma o consumo de licenças em desafio financeiro e de conformidade e exige uma abordagem preditiva e baseada em dados para evitar perdas.

O fim da era estática na SAP

O modelo de licenciamento da SAP passou por uma transformação radical nos últimos anos. A antiga lógica de usuários nomeados e licenças por módulo deu lugar ao FUE, Full Use Equivalent, um modelo de consumo baseado em uso real e agrupamento flexível de licenças. O objetivo? Aumentar escalabilidade e transparência. A consequência? Acesso virou custo direto. E a falta de governança pode gerar prejuízos milionários.

Como funciona o modelo FUE na prática?

Desde 2024, novos contratos e renovações SAP adotam o FUE como métrica principal de licenciamento. Em vez de comprar licenças individuais por perfil ou usuário, as empresas contratam "blocos de uso" que podem ser redistribuídos dinamicamente. Porém, essa flexibilidade cobra seu preço:

  • Supera locação = custo excessivo;
  • Subalocação = gargalos operacionais;
  • Uso indevido = desvios financeiros;
  • Falta de visibilidade = risco oculto e não auditável.

Por que a governança de acessos é o novo centro de custo?

No modelo FUE, cada permissão concedida influencia no consumo. Isso significa que permissões mal atribuídas, papéis inflados ou regras de SoD desatualizadas resultam em consumo indevido, e licenças desperdiçadas.

Aqui, a ausência de uma governança estruturada, com base em RBAC (Role-Based Access Control), não é apenas um risco de segurança, é um risco financeiro direto.

Role mining: da evidência ao redesenho de papéis

É nesse contexto que o role mining se destaca. Essa técnica, baseada em ciência de dados, permite reconstruir a lógica de acesso com base em uso real. A metodologia analisa logs de transações, padrões de uso e estruturas organizacionais para identificar:

  • Redundâncias e permissões em excesso;
  • Papéis mal configurados ou não utilizados;
  • Perfis que violam regras de segregação de funções (SoD);
  • Funções que não refletem a realidade do negócio.

Case de Sucesso: economia real com governança baseada em dados

Ao migrar para SAP, uma das maiores fabricantes de baterias da América Latina enfrentou desafios críticos de controle. Com apoio da Vennx, foi estruturado um projeto completo de IAM com foco em RBAC e role mining. Os resultados falam por si:

  • 22% de redução no consumo de FUEs;
  • Economia estimada de R$ 1,5 milhão/ano;
  • Redução de 475 mil transações (~69%) no SAP;
  • Queda de mais de 72% nas exposições SoD.

Mais do que corrigir falhas, a empresa redefiniu sua lógica de governança, passando a operar com rastreabilidade e escalabilidade real.

Acesso mal gerido virou prejuízo invisível

A migração da SAP para o FUE é uma realidade irreversível. Empresas que tratam governança de acessos como formalidade enfrentam sobrecustos, riscos e falhas em auditorias. Já aquelas que implementam role mining, atualizam sua matriz SoD e operam com visibilidade plena, transformam licenciamento em vantagem competitiva.

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